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.:. AMORA .:. Perigo Perdi completamente a noção do perigo. Entro em joguinhos sem saber as regras. Me coloco em perigo constante pelo gosto do experimento. Não aguento ver a repetição do ontem como se fosse novo. Passei da fase de negação. Não nego minhas vontades. Não nego o que quero. Não nego, que querer é pouco. Olho ao redor e vejo tudo tão igual, e procuro a peça que eu perdi. Onde foi parar o marasmo!? Onde foi parar a segurança. Onde se esconde o meu porto seguro. Você veio e mudou tudo. Deixou tudo mais divertido, perigoso, diferente. Ahhhhhhhhhhh. Vida boaaaaa do caralholes! Amigos, doideras, bebedeiras, festeras, besteiras... Hahaha! Será que eu SÓ falo besteira, e ainda levo o feeeee pro mal caminho!? Ahhhh, vai ver que levo! Reveillon promete!! Uhuuu!! Escrito por Amora às 20h08 [ ] [ envie esta mensagem ] Este para sempre, nunca acaba! Vivo com a certeza de que algum dia verei ela entrar pela porta como se jamais tivesse saído. Os natais voltarão a ser bom. Os aniversários serão completos. A minhas não idas ao cemitério, terão sido certeiras porque ela não estava ali. Ela estava viajando, sem tempo pra voltar. Ali está ela na porta, com uma bolsa do lado ainda magra, ainda sem cabelos, ainda pálida mas com a bolsa de quem veio ficar algum tempo. Ninguém entende o quanto vale a vida até alguém te pedir ela e você não poder dar. Alguém te olhar nos olhos desesperadamente pedindo algo que amenize a dor sem que você possa ajudar. Alguém que definhe aos poucos, que troca seus 55 kg por 35 e precise ser carregada nos braços pela escada. Até saber que seu pai quase morre no desespero de salvar a vida de quem não tem salvação longínqua. Deus? Ele existe? Existe pro futebol? Existe pra quem tem grana? Existe pra quem finge ser um monte de merda que não é? Pra quem finge? Pros hipócritas adinheirados? Cadê Ele nos hospitais? Cadê Ele nas ruas? Cadê ele na distribuição de renda? Cadê Ele? Foda-se seu ego, foda-se a busca desenfreada pela porra do dinheiro. Daria tudo, daria a minha futura carreira, daria o meu computador, celular, luxos e lixos por mais um sorriso dela. Mas não, a troca não é justa. Ela esta melhor do que eu. Longe desta merda sendo atirada no ventilador. Longe das dúvidas, das incertezas, da desigualdade, do sofrimento e da dor de ser aquilo que não é. Esteja onde estiver não precisa se moldar para viver num teatro de arena. Não precisa nadar contra a corrente para procurar um sonho que nem sabe se vale a pena. Ser jornalista um dia, vai ser para mim e vai ser o meu presente para ela. Tia, te amo para sempre. Porque este para sempre, nunca acaba. Escrito por Amora às 00h05 [ ] [ envie esta mensagem ] Dói Alguém pode admitir que viver dói?
Que escolher dói. Que não ter certeza do amanhã, dói. Que ter certeza que seu sonho se entortará pelo mundo, dói. Que querer tanto, dói. E não querer nada, dói também. Que ser feliz cobre um rio de coisas ruins, mas dói. Que ser triste é ser cru, e dói. Que crescer, dói. Que ter amigos, dói. E não te-los, dói mais. Que pensar no passado, dói. E viver no presente, dói. Que ver filme, dói. Que inventar história, dói. Que viver, dói. Que sentir falta de alguém, dói. Que a ilusão, dói. Que conhecer o para sempre, dói. O para sempre que sempre acaba. Escrito por Amora às 00h02 [ ] [ envie esta mensagem ] All I need is time Você sai do msn e sinto com o tivesse aberto a porta. Não, não vou sofrer tudo que sofri. Não, não vou te olhar pelas costas e falar que você é um idiota, nem bêbada farei isto. Não, não vou deixar você pisar na minha vida sem limpar os pés.
Não importa o que eu acho. O meu bom gosto não chegará mais até você. E não precisa agradecer, caridade eu faço de bom grado e de coração aberto. Agora, a minha consciência você não compra com gestos vazios. Os meus sentimentos são tantos e tão misturados que não sei quem você é. Não sei se você é o que parece ou o que eu quero que seja. Ou melhor, o que eu quis que fosse. Sim é possível recomeçar. A vida e o futuro amoroso num fica na primeira vez que você quebra a cara. Quebrar a cara, chorar as pitangas, exagerar o tamanho do universo é pouco. Porque sempre tem a segunda, terceira, quarta até chegar nas infinitas vezes.
Escrito por Amora às 22h05 [ ] [ envie esta mensagem ] Confusão. Sal e Baralho! Será que existe um lugar para mim neste mundo. Onde eu possa sentar e esperar a paz. Meus movimentos são todos muito rápidos como quem tem uma pressa exagerada em viver. Meus pensamentos são muitos e aglomerados, tá cada dia mais difícil organizar isto aqui. Não sou nada, ainda. Por outro lado não sei o que serei quando engolir o ainda. Cansada das pessoas. Cansada de tudo isto aqui, mais ou menos. Enjoada deste jogo que não sei jogar muito bem. É cada dia fica mais difícil saber quem sou. Fica mais difícil identificar o que sou eu, e o que é o meio. Sou como o sal sendo misturado na água, difícil de dissolver, insolúvel diria. Mas um hora depois de alguma insistência é quase impossível a olho nu saber o que é água e o que é sal. Gosto cada vez de metáforas ridículas que nada são além de palavras tentando significar mas do que significam. Porque eu sou assim, uma adolescente perdida tentando ser mais do que a minha insignificância me permite. Indo além do que me convém. Falando sempre mais e calando menos, sempre menos. Rindo mais e chorando menos. Sendo mais dura e mais paciente. Mais paciente, porque eu sei que nada termina até que chegue o fim. E o fim sou eu quem dou. Sou o cara que dá as cartas numa partida de pocker. Sou eu quem mando na minha estúpida vida e sou eu que descarto ou recolho pessoas para colocar no meu jogo, porque este é meu jogo. Jogo que aceito a presença de poucos e selecionadas pessoas. E que junto cartas que vão ficando caídas e carregando com a saudades. Saio andando com meus baralhos, e se te esqueci pelo mundo. Não foi por acaso, nada é por acaso. Escrito por Amora às 13h30 [ ] [ envie esta mensagem ] Em que esquina querer é poder? Queria falar para você tudo que se passa aqui. Não consigo, tenho medo de você não entender minhas palavras. E de botar tudo a perder para sempre, mesmo que o para sempre seja muito tempo. Não estou preparada para não te ter mais no meu rol de pensamentos. Você que entrou aqui tão de repente, impregnou como limo em paredes sujas de poços velhos e sem uso. Te dei o que não queria dar a ninguém. Te dei o que roubaram de mim, e o que jurei não dar a ninguém. Te dei sem querer, o que eu queria ter. Te dei e fiquei sem. Sem o meu e sem o seu. Deito ouvindo a música que me lembra você. Faço do meu travesseiro meu confidente e confesso a ele tudo que queria te dizer. Faço dos meus amigos meu público e saio por aí fazendo piada do que queria chorar. Já não choro mais, porque a vontade secou na última vez que eu quebrei a cara. Na última vez que dei o que não deveria dar a ninguém. Chorei tanto que já não consigo mais. Errei por excessos. Agora sinto errar por prender demais, prendo em mim as conversas que gostaria de ter. As palavras que gostaria de dizer. As vezes que gostaria de te olhar nos olhos. Não consigo te olhar nos olhos, sinto que eles falam mais do que eu quero que você saiba. Controlo minhas palavras, atitudes, gestos, mas o olhar não dá. Não dá para segurar a onda, não tá dando mais. E eu não vou solta-la. Vou parar na praia e olhar o mar. Até o dia que ache outro alguém que sente ao meu lado, segure minha mão e sem me olhar nos olhos diga tudo que eu preciso ouvir. Alguém que goste de tudo que eu gosto, mas não me deixe falar tanto. Alguém que tenha visto todos os filmes que vi e tantos outros que passará tardes intermináveis falando que eu deveria ver tanta coisa pela janela. Alguém que tenha lido tantos livros que saiba todos os clichês do mundo. Alguém que ache todos eles em mim, mas finja que eu sou única. Que minhas histórias são únicas. Que minhas verdades são únicas. Que meus vícios são únicos. Que meus medos são únicos. Agora, me segure pela mão. Me leve para fora e diga que tudo isto foi um começo bom, num momento errado. Que eu não fui nada pra você, fui menos do que você foi pra mim e só. Que cada palavra minha não soa piegas como o que escuto. Cada gesto sem jeito, foi o jeito de mostrar que estava aqui. E agora já não espero nada. Não espero você. Percebi que você não vem. Os homens já não me surpreendem mais. Queria ser louca, louca e puta. E boa. Queria ser boa, boa menina, boa moça, mulher boa. Queria ser louca, mas louca eu sou. Não, não sou. Sou confusa, e isto não é mérito. É desgosto. Sinto o gosto do desgosto de gostar de quem não gosta de mim. Queria ainda assim ser boa. O mundo é dos bons, e quem não é bom ainda assim tá no mundo. Mundo filhadaputa, mundo mudo. Sem você, sem grito, sem choro e sem vela. E eu sou chorona. Bixa e chorona. Queria o ontem. O mês passado. Queria a noite de amanhã só que um mês atrás. Queria um mês atrás. Queria voltar no tempo e não ter começado isto. E não ter visto você. E não ter ouvido nunca strokes, arctic monkeys, subways e esta merda toda que me aproximou de você. Ou que te aproximou de mim, porque eu ouvi esta merda toda antes. Antes porque eu já tinha amigos que tem bom gosto. Queria ser menos confusa e idiota. Queria ser louca e puta. Queria, em que esquina querer é poder? Escrito por Amora às 22h43 [ ] [ envie esta mensagem ] Perdi prayboy! Queria não escrever, assim como queria não ligar. Mas ligo e se não escrever sufoco. Morro, roxa com meu desespero em falar. Não adianta gritar, não ajuda ligar. Não tem o que conversar, não se tem muito o que discutir com o que nem chegou a ser. Foi, começou e terminou da mesma maneira. E quem disse que eu queria que tivesse terminado? E quem disse? E quem disse que eu pude evitar? Perdi praybloy, perdi pRayboy! E quem disse que eu quero falar mais? Citando Clarice Lispector: " (..) Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras (..)" Escrito por Amora às 22h09 [ ] [ envie esta mensagem ] 0,1 porcento O que fazer quando você acha 99,9 da população mundial intragável. Quando o cigarro é intragável. Quando a bebida pedi um tempo pra pensar sozinha. Quando os amigos vão se indo e você ficando. Escrito por Amora às 08h59 [ ] [ envie esta mensagem ] Gatos Queria colocar a vida numa garrafa e beber tudo de uma vez. Ter alucinações dos excessos. Saborear o necessário. Colocar para fora o que de amargo tiver. O mar, como faz falta o mar. Ele me diz tanta coisa numa fala mansa e silenciosa. Olhar aquela imensidão que esconde tanta vida, me mostra que você tá escondido na garrafa que gostaria de beber. Queria saber seu nome. Descobrir seu endereço. Olhar seus olhos e ver que é neles que vou passar uma grande temporada de calmaria. Mesmo que grande para mim signifique dois dias, dois dias em que eu seria a mulher mais feliz do mundo. Um dia que seja. Algumas horas, horas onde seus braços me encobrem do mundo. Sua boca me dê verdades que duram só até o nascer do sol. Onde emprestam alegria de verdade? Brincar de ser feliz esconde a tristeza. Diminui o vazio e preenche lacunas. O buraco é tão grande que eu já não sei por quanto tempo o esparadrapo segura as pontas. Tenho medo de viver o hoje sem pensar no ontem sujo. Não consigo acreditar que tantas coisas boas aconteçam juntas só porque já é hora de acontecerem coisas boas. Vivo pensando e esperando o próximo buraco, como se tivesse vivendo milimetricamente num campo minado. São tantos sentimentos e idéias enroladas dispostos como novelos de lã numa caixinha de costura. O único problema é que os gatos estão por demais ocupados procurando ratos que não ajudam a desenrolar numa bagunçada descompassada os novelos. Sem gatos, sem linha, sem ajuda, sem a tua palavra, sem a tua história. Com a metade de mim que teima em acreditar que no fim tudo da certo, saio por aí desenrolando vida. Fazendo pequenas paradas para ilusão.. Bem vinda a ilusão. De verdades inventadas é que é feita a vida. ps: Feliz, texto no naselva dia 31. E dentro do possível tudo vai indo. ps: Tô com uma alergia filhadaputa. De alguma coisa filhadaputa que eu não sei o que. Coça pra diabo. Vá de ré coceira. X ps: Quero mais show do Chico, quero mais porto, quero mais você e porque você não vem? Escrito por Amora às 00h11 [ ] [ envie esta mensagem ] Saudades emoção. Saudades... Eu sou daquelas que precisam sofrer tudo de maneira plena. Chorar, passar dias intermináveis com olheiras profundas, com o chinelo a flip-flopear, o cabelo meio preso e meio solto, com os óculos dando descanso as minhas lentes que me ajudam a enxergar este mundo. Sofrer. E depois de maneira menos lúcida do que parece, continuar. Para um pouco mais a frente voltar a sofrer. Hoje, eu to engasgada com toda a porra do mundo acumulada na minha garganta. Com a porra que saiu de você, e que você tão mal soube soltar. Com as minhas entranhas cravadas de puro rancor. Com os olhos molhados pelo colírio que umedece meu olhar vazio. Não consigo dar ao mundo o que ele quer de mim. Não consigo dar as pessoas o que elas querem. Não consigo ser para ninguém o que hoje não posso ser para mim. E se hoje não posso ser nada, como poderei ser algo para alguém? Não é papo de depressivo. Embora a vontade de enfrentar o mundo lá fora seja cada vez mais escassa. Puta mundo louco da porra, o qual eu pareço não fazer parte. Ir para balada ouvir música ruim, de gente que acha que aquilo é o ápice, ouvir pessoas que acham que as tuas vidinhas em planos variados são o ápice. Pessoas que não sabem o que é ápice. O mesmíssimo barato de quem só procura no mundo um lugar pra parar. Desculpa, mas não é para mim não. Meus heróis estão ou foram presos por overdoses. Overdose de vida, overdose de cansaço, overdose do acordar consigo e dormir com um alguém descaracterizado. As vezes acho que meu lugar é uma rua da paulista, meus amigos deveriam ser todos aqueles que eu ainda não conheci. Mas, sinto que assim que conhece-los eles serão só mais um passante na minha vida gélida. Não encontro nos meus muitos sorrisos a verdade que tento passar. Não encontro nas palavras a convicção que tento dar. Não encontro no vazio o lugar onde quero estar. Tudo era tão bom que eu não poderia saber o quanto. Saudades emoção. Saudades. Escrito por Amora às 21h21 [ ] [ envie esta mensagem ] Confused... Now or never? Maybe, after... Sinto como quem bebeu tudo de uma vez. Quem engoliu o mundo e agora teima com uma indigestão, sem estomazil que dê jeito. Engoli possibilidades e fico agora a remoe-las, numa confusão mental que não há o que dê jeito. Não sei esperar, nunca soube. Vivo de uma imediatalismo chato. Pau o pedra. Vai ou racha. O MEU tempo. A MINHA vontade. Primeira pessoa. Não aprendi a dividir a vida. Nunca soube usar as palavras bem, feri quando não queria, acariciei quando queria punir, chorei quando queria sorrir, mas acima de tudo jamais calei quando quis calar. Queria sair por aí tatuando o mundo nas costas. Cravando em mim gostos, pessoas, palavras, viver de maneira passional, sentir o vento no rosto e quando virar não sentir falta de ninguém. Jamais beijarei alguém pensando em outro. O outro provavelmente não pensa em mim. Então, decidi beijaria pensando em quem tô beijando. Pensando no quanto ele não é você, babe. Mesmo que ele seja melhor e porque não? Mas ele não é você, babe. E quem diria que eu escreveria isto para você, babe? E deixaria você saber se lesse, porque o babe é seu, só seu ao menos por enquanto. Porque eu continuo não sendo de ninguém por muito tempo. O difícil já teve mais graça do que agora. A vontade de deixar que você venha até mim, se desvencilha num abraço que faz tudo parar, porque meu mundo pára quando eu estou nos teus braços, e quem diria babe? E quem diria que eu deixaria tudo acontecer tão rápido dentro de mim, sem saber o que acontece aí. Você soube de mim, antes que eu pudesse se quer dizer. A música nos ligou e para mim não existe elo maior. Ver o ipod, encontrar tom Jobim e Chico Buarque foi uma regalia que jamais pensei achar. Era mais do que só um mero cara, era o cara que ouve Chico, o cara que eu falei assim sem querer. E ainda mais sem querer, não soube me fazer esperar. Tava tudo tão bom. Que acho que já não dá pra voltar. Embora eu queria. Não sei lidar com as palavras e talvez pela primeira vez, deixe o silencio preencher este vazio. Confusa. Agora ou nunca? Talvez, depois. Quem sabe? Só uma coisa, o tempo agora é seu. Porque o meu sempre fica em palavras. Em textos que tiram a agonia. E lá se foi mais um. Escrito por Amora às 22h06 [ ] [ envie esta mensagem ] Roda Cheguei agora de perto da vida que muitos queriam ter. Era longe, suja vazia e divertida. Frágil como algo que dura o suficiente para ser inesquecível e só. Prazos, validades, horários, regulamento. Vida regrada como para quem não sabe o que isto significa.
Corri pela praia como quem procura uma vida que se perdeu, areia grudada, amigos sentados beira mar juntos ao vinho. O vinho me fazia achar que tinha achado o que procurava. E todas as vezes que o vinho me encontrava a sensação voltava, mais forte mais precisa e mais ilusória. A ilusão de quem vive se embebedando pra procurar uma verdade impossível, uma verdade que vive se pondo. Uma pessoa que vive por aí, tão dentro de si que fica difícil se colocar numa posição confortável. Será que eu já fui isto pra alguém? O que será isto? Eu realmente não entendo, confusa como uma criança de 5 anos brincando com o cubo mágico. Tudo esta misturado, cada cor é uma parte da minha vida e eu vou tentando arrumar um lado esquecendo o outro, porque eu sou uma criança que vive cada lado de uma vez, que esquece que não necessariamente as cores tem encaixe perfeito no fim. Vivo sempre procurando o fim e com uma vontade enorme que ele não chegue. Vivo num liga e desliga eterno. Numa roda viva. E que rode a roda até que eu canse demais dela, e mude, só que de direção. Escrito por Amora às 21h24 [ ] [ envie esta mensagem ] Se for, fodeu! Coisas inacreditáveis tem acontecido. Show inesperado. Convite caído do céu. Amigo que não via a tempos. Será que é, o que eu acho que é? E se for, fodeu. Viagem chegando. Sem mala ainda. Ow, beleza! Escrito por Amora às 22h59 [ ] [ envie esta mensagem ] Palco Queria olhar pra você e realmente ser tão superior quanto acho que sou. Ter a certeza absoluta de que seu funeral passou da hora de ser feito. E que minha vida é o palco perfeito, para que sejam postas coroas com seu belo nome, um palco perfeito para suas amiguinhas. Sei que você tá passado. Tanto quanto aquele sonho que tá na padaria a semanas e o recheio já começa a esverdear, nojo, do sonho e de você. Não te convido pra festa. Porque as nossas resoluções serão em particular. Vou te olhar nos olhos, e começar o espetáculo no palco da minha vida. As coroas eu providencio depois. Não que isto vá acontecer agora. O fim é só o começo de uma nova era. E se já não era, continua a ser. Em outro plano. Até a volta. E eu começarei a providenciar a sua coroa. Escrito por Amora às 22h48 [ ] [ envie esta mensagem ] UNHAS VERMELHAS Minhas unhas vermelhas desfilam pelo teclado, enquanto minha mente me dá jorros de idéias desconcertadas e desconcertantes. Olho para elas e chego a acreditar que elas acham mesmo que tem vida propria. Unhas vermelhas. Uma putadordecabeça de um resfriado mal curado e mal vindo. Resfriado que teima em fazer o ciclo da vida. Vem aos poucos. Vem devagarinho, e um dia me joga na cama para dormi o sono dos adoentados. É assim que vem a vida, me deixa livre dela por dias incontaveis mas daí chega e me joga num canto para pensar em quanto eu não pensei nela nos dias todos de folga. Pensar não resolve nada. Sò te faz remoer um passado amargo ou e apresenta a saudades de algo doce. Te dá sentimentos sem os quais você saberia perfeitamente viver. Não sou doce, nunca fui. E muito provavelmente nunca venha a ser. Tenho necessidade de fazer piadinhas infames quase sempre com fundo de verdade. Tenho necessidade de não calar quando acredito minimamente em uma coisa e as vezes quando não acredito. Nunca soube escolher o caminho mais fácil. O que é mais dificil me suga mais, me tira mais, me cansa mais e o gosto fica por mais de 48 horas. Não importa se bom ou ruim, mas 48 horas nunca são o suficiente. Não sou modelo de nada, nunca fui. Talvez tenha sido, mas isto já faz tanto tempo que já não me lembro. Não aconselho ninguém a ser minimamente parecida comigo, entenderam? Não tente e não seja como eu. Dá muito trabalho. Dá muito tarbalho pensar e querer resolver o mundo, mesmo quando o mundo se resume ao seu proprio umbigo, não sei se você já percebeu mas umbigos todos tem e sempre o seu esta ligado a tantos outros. Sei, você é incapaz de imaginar. Já agi a meu delprazer. Mas faço isto tão pouco, que quase não conta. Já abri mão de coisas e me arrependi. E tantas outras que agradeço ter feito. Já encontrei tanta gente idiota, que não cabe falar. Mas vale a pena citar. Pessoas idiotas que não sabem ter mais do que 2 min de conversa civilizada, sem que ela caia direto em seu umbigo. Pessoas que só pensam numa coisa e nesta coisa e só. Pessoas que esquecem dos umbigos alheios. Pessoas carentes de atenção, assim como eu e tantos outros. Deixei pelo mundo pedaços inteiros de vida, porque não era aquela que queria levar. Esqueci lugares. Quase não lembro de gostos. Lembrar o que comi ontem não é muito dificil, porque esta putavidalouca não me deixa comer bem. Tempo, onde você se esconde? Sinto falta de poder fazer nada, sinto fácil do ócio, sinto falta de nunca ficar doente. Sinto falta, mas jamais saberia viver daquele jeito. Deixei o pedaço de vida por aí e não voltei pra buscar. E mesmo que agora o quisesse não lembraria onde deixei. Discuti muita coisa com muita gente. Não me recordo de ninguém em especial. Porque vou deixando-os junto aos pedaços de vida. Aprendi tanta coisa. Esqueci tanta coisa. Conheci tanta gente. Descolori o mundo e agora sigo com uma caixa de lápis, daqueles baratos, tentando colorir coisas e pessoas. Agora, venha a mim quem me odeia.Porque quem me ama sempre ganha em força, mesmo que perca em número. Minhas unhas vermelhas, cansaram de passear pelo teclado e minha mente já não jorra com tanta intensidade. Melhor parar antes que isto fique pior do que esta. ps: Bom quando tudo dá certo. ... Por me deixar respirar, por me deixar existir. Deus lhe pague. C.B Escrito por Amora às 10h33 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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